quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Regressar é reunir pedaços (21º Post)

Feliz Ano Novo, meu amigos!!!



Depois de meses sem saco para escrever e envolvida com outros projetos profissionais e pessoais eis que estou de volta.
Ufa...! Tantas coisas aconteceram nesses meses de ausência... Vou tentar resumir um pouco para que possam entender.
No começo do ano passado, em busca de perfeição, comecei a fazer drenagem linfática no abdômen, laterais e coxas, sem comunicar minha endocrinologista, conclusão: por conta da dosagem dos hormônios que ingeria, havia uma predisposição de ter uma trombose e foi o que aconteceu.
Em uma das sessões de drenagem, uma das veias da minha coxa (veia femoral) acabou sendo magoada e o sangue coagulou dentro dela. Comecei sentindo uma dorzinha na coxa, nada incomodo, achei que fosse efeito da drenagem. Quem já fez drenagem linfática alguma vez na vida, deve saber que sempre fica uma dorzinha muscular. Como a troca de series em musculação. Um dorzinha, até gostosa, que vai sumindo com o passar dos dias. Só que no meu caso a dor só aumentava.  No terceiro dia, a dor já se tornou chata e no sexto dia, minha panturrilha inchou de tal forma que comecei a ter dificuldade para me locomover. Procurei o medico do meu trabalho e o mesmo me encaminhou para a emergência de um hospital, no qual dei entrada no dia 03/04/12. Diagnóstico: TVP (Trombose Venosa Profunda). Na mesma hora, já fui imobilizada e internada às pressas na UTI, onde permaneci por dois longos dias. O risco era o trombo (coágulo) se desprender e causar uma embolia pulmonar ou um aneurisma. Fui colocada no soro, varias injeções na barriga com anticoagulante e fiquei presa a todos aqueles aparatos de UTI, me monitorando o tempo todo. O mais dolorido de tudo foi o controle da glicose. Sabe como é aquelas picadas nos dedos das mãos? Pra mim, é a morte. Prefiro tomar 50 injeções na testa a ter de tomar essas picadinhas no dedo. Aff... Dói muito... L Na verdade, ainda não descobri se é dor realmente que sinto ou se é o susto que levo. Rs...
Depois que sai da UTI, fui transferida para a semi-intensiva, onde permaneci mais dois dias e depois finalmente para o quarto, totalizando nove dias de internação. 
Voltei para casa ainda com uma das pernas inchadas e muito dolorida. Não sabia que veia doía tanto.  Com ajuda das medicações que passei a tomar, o inchaço e a dor foram se dissipando e fui voltando a minha rotina normal, sem poder me hormonizar.
Sem hormônios e tomando medicamentos para anticoagulação, meu rosto entrou em erupção. Ou seja, baixaram-se os níveis de estradiol (hormônio feminino) e subiu o da testosterona (hormônio masculino). Parecia uma adolescente que acabou de entrar na puberdade. Eram espinhas que não acabavam mais.
Nessa época, terminei o meu noivado e logo em seguida engrenei em um novo relacionamento que durou cinco maravilhosos meses. Realmente, me apaixonei. Mas por fim ele resolveu que não era o que queria, ou ainda não estava preparado para levar o relacionamento a sério e decidiu partir. Fiquei “jururuzinha” por dois longos meses, mas depois disso voltei a minha vida normal.
Hoje, estou solteira. Confesso que embora goste sempre de estar acompanhada, não estou mais a procura, mas também não estou fechada para o amor. Tenho certeza que na hora que ele chegar novamente meu coração estará pronto para acolhê-lo.
Como dizem minhas amigas: “Solteira sim, sozinha nunca”.
Hoje, não estou solteira e nem casada, estou em carreira solo, mas com participações especiais. Rs...
Tenho conhecido muita gente interessante, mas ninguém que me tenha “dito útero” (balançado).
Bom, amigos..., espero que tudo esteja na mais perfeita ordem com todos vcs.
Vou tentar “blogar” pelo menos uma vez por semana.
Podem me enviar dúvidas, comentários ou sugestões de temas para debates.
Bjinhos saudosos a todos!

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