quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Entre Amigas (16º post)

Olá, pessoas!!!
Td bom?
Desculpe a demora em “blogar”, mas, ultimamente, tenho trabalhado feito uma cadela no cio (no bom sentido, é claro!). Tenho trabalhado muito. Acho que vai chegando o final do ano e todos querem resolver as pendências que não resolveram o ano todo, aí o negócio pega fogo aqui na minha área.
O mês de dezembro é muito engraçado, né? Além da correria normal, característica do próprio mês, tem vários eventos e confraternizações, que fazem ele ficar mais curto ainda.
Dezembro é tempo também de pararmos para fazer um balanço do ano. Particularmente, gosto de me reunir com amigos para um papo informal e descontraído. Falar sobre amenidades e rir muito de tudo que aconteceu.
Ontem, foi um desses dias. Reuni-me com duas amigas, uma de longa data, que trato como irmã, e outra que, embora, tenha conhecido há apenas um aninho, tenho um apreço muito grande e já a adotei como irmã também.
Nossa..., falamos tantas besteiras, que nem queiram saber. Rs... Falamos sobre passado, presente e planos para o futuro. Falamos do botox que uma colocou na testa, do metacrilato que as duas colocaram no nariz pra levantá-lo. Confesso que estou quase me rendendo a uma intevençãozinha também. O único problema é que isso vicia, né? Rs... A gente começa preenchendo uma coisinha aqui, outra ali e quando nos damos por conta, estamos com cara de cobra – toda deformada. kkkk... Acho que não quero isso não. Vou esperar mais um pouco para quando as coisas realmente começarem a despencar.
A polêmica da noite foi: Operar ou não?
Quando falo em operar, estou me referindo a fazer a vaginoplastia.
O resultado do senso foi “não”. Por 2 votos a 1.
É meio louco isso. Votei não, pois isso foi uma coisa que nunca passou pela minha cabeça. Sempre tive na mente que por mais que pareça uma mulher, por “n” fatores, nunca, jamais e em tempo algum serei uma. Quero ser reconhecida e respeitada como um bela trava e ponto. Essas coisas de querer entrar para o mundo hetero para não se preocupar mais em ter ereções e ainda ficar envergonhada de tirar a roupa perto de um homem, por se ter uma vírgula no meio das pernas, nunca me incomodaram. Mas não vou ser hipócrita em dizer que “nunca operaria”. Já disse tantas vezes que nunca faria isso ou nunca faria aquilo e com o passar dos anos acabei fazendo e mordendo minha língua, que prefiro me resguardar quanta a isso daqui pra frente. Hoje não faria, mas não sei se daqui alguns anos terei essa necessidade. Por enquanto, estou ótima e de bem com meu corpitchu bacana.
Abrindo uns parênteses:
Umas das minhas amigas trabalhou para a prefeitura. Sabe como é o governo, né? Cheio de projetos sociais apenas no intuito de desvio de verbas e tal. Existia um que se chamava Damas. Achei esse até interessante. Era, na verdade, um projeto de apoio psicológico às travestis e encaminhamento médico ao SUS para realização da tal vaginoplastia.
Mara era uma boneca que, já no topo dos seus 52 anos, estava fazendo o acompanhamento psicológico para a cirurgia. A mesma confessava que já não tinha vida sexual ativa e nem mesmo queria mais homem na sua vida. Indaguei-me sobre o que levava um ser humano a essa altura do campeonato, e já com a vida sexual aniquilada, a querer fazer esse tipo de mutilação no corpo? Com que propósito? Mas logo pude entender que para ela o fato de se olhar no espelho, nua, e ver ali embaixo uma “perereca”, onde deveria estar naquele corpo, mesmo que já enrugada, era algo que transcendia a coisa carnal e o simples fato de ter uma vagina. Era um lance de satisfação pessoal, de complementação ao restante do seu corpo de mulher. Não consigo entender, também, o porquê de muitas se suicidarem após a cirurgia.
A amiga que votou pelo SIM, disse que dessa forma ela não teria mais que se preocupar com homem querendo pegar na “vírgula” dela. Kkkk.. Pois ele não teria mais o que pegar.  Bom, sou da teoria de que homem que vai a procurar da vírgula, quer e gosta da vírgula. Então, pra que ser envergonhar. Surgiu também o papo de que algumas sentem vergonha porque a vírgula não vira um acento agudo na hora H. Mas, gente..., há de se entender que hormônios fazem isso com a gente. Nem sempre o acento agudo será utilizado para acentuar o coito. Afinal, onde se quer ter o prazer. Eu sinto prazeres de outras formas e, diga-se de passagem, prazeres muito mais prazeirosos; logo, a vírgula poderia ser uma verruga, uma florzinha ou uma jaca, que não faria a menor diferença pra mim... rs... Hum..., jaca não, né? Deve ser horrível andar com algo daquele tamanho no meio das pernas... kkk... Sem contar que não daria nunca pra colocar um biquíni. Rs...
Por outro lado, alguns homens têm tesão em boneca justamente por isso – por saber que são mulheres com algo a mais. Como já comentaram em um dos meus últimos posts: “Saímos com bonecas porque é muito mais fácil ver que elas estão tendo prazer, pois o negócio é visual. Já com as mulheres, nunca sabemos quando estão fingindo um orgasmo”. Achei muito interessante e oportuno o comentário.
Bom, meus amores..., vou ficando por aqui.
Semana que vem eu deixo uma mensagem natalina pra vcs.
Bjocas e até o próximo post.

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