domingo, 14 de agosto de 2016

Será que Freud explica?



O ser humano é uma raça muito estranha, né? Em todos os campos da vida têm sempre um pouco de insanidade no seu modo de ser, agir e pensar. Eu, com minha loucura incansável de ser uma boneca perfeita, outros na profissão, outros no amor e por aí vai..., mas a maior das loucuras é no âmbito sexual. Na época que utilizava a internet para me relacionar com seres mundo a fora, me deparado com pessoas, cujos desejos erm os mais loucos possíveis, quase que inimagináveis.

Lembram-se da passagem bíblica sobre Sodoma e Gomorra, duas cidades que teriam sido destruídas por Deus com fogo e enxofre descidos do céu? Bom, pra quem não conhece essa estória, segundo o relato bíblico, as cidades e os seus habitantes foram destruídos por Deus devido à prática de atos imorais. Portanto, esses desejos loucos e  libidinosos do ser humano, já datam de milênios.

Às vezes, fico pensando cá com meus botões, se alguns desses nossos desejos mais íntimos não beiram a insanidade ou se é simplesmente uma questão de gosto. Já pude comprovar, também, que gosto é igual a “cu”, cada um tem o seu e pronto. Mas fico bastante perplexa com os comentários, estórias e sugestões de pessoas que converso ou troco experiências.

Hoje, vou contar algumas passagens verídicas e os nomes dos personagens serão (logicamente) trocados para não expor ninguém e muito menos levar processo nas costas.

Uma vez, estava numa sala de bate-papo e fui abordada por Joana, paulista, 36 anos, advogada e bem sucedida. O que me chamou a atenção foi o “approach” meigo e carinhoso dela, perguntando-me se poderia dar-lhe a oportunidade de teclarmos um pouco, pois na sala não tinha encontrado ninguém com maturidade suficiente para conversar e abordar certos temas e desejos íntimos. Devo confessar que pelo modo que Joana escrevia tratava-se de uma pessoa culta e extremamente carente. Confesso também que raramente dava oportunidade para teclar com mulheres. Algumas eram “sapatamentes” pervertidas e outras loucas, querendo transar comigo (me dá ânsia de vômito só de pensar). Fala sério, né? Sempre deixava bem claro que meu negócio era “hooooome”, maaaaaacho... rs...

Bom, voltando ao caso da Joana... Trocamos algumas dúzias de palavras e senti-me sensibilizada pela carência da menina (às vezes, me sinto a pscicóloga e quero ajudar as pessoas a se encontrarem ou se entenderem, enquanto eu mesma, por vezes, não me entendo. kkk... Coisas da vida!). Não tardou e  pedi para ela me adicionar no MSN (nossa, como sou antiga! Da época do MSN; aliás, sou da época do ICQ). O fato foi que logo que nos encontramos lá, no MSN, ela já veio falando que tinha uns desejos e fantasias e que fazia coisas, que as pessoas não entendiam muito e a achavam louca. Alguns minutos depois, tive a certeza de que ela já estava num estágio tão avançado da loucura, que não tinha mais jeito, já se tratava de uma doença crônica.

A binchinha (digo, bichinha, sem querer fazer trocadilhos – pelo amor de Deus!!! Longe de mim, querer fazer brincadeira com essas coisas sérias, ainda mais em se tratando de doenças – mas, meramente, por sentir pena dela. Quando fico com dó de alguém, costumo me dirigir ou me referir à pessoa no diminutivo) disse pra mim que uma amiga dela tinha um haras no interior de São Paulo e que elas adoravam passar os finais de semanas cuidando dos pôneis e dos cachorros que criavam lá. Até aí, normal. Há pessoas que têm um apreço enorme por animais de estimações.

Joana já estava me convidando para ir ao tal haras (mas como assim??? Mal conheci a pessoa e já estava me convidando para ir ao haras da amiga. Rs... Tentei associar as mais vastas situações de orgias sexuais, até porque a tinha conhecido em uma sala de bate-papo de sexo virtual, mas sinceramente, não cheguei nem perto do que ela queria oferecer). Foi quando ela me perguntou se poderia me enviar umas fotos para ver se gostaria de estar com elas por um final de semana.

Já tinha ouvido falar e visto até vídeos na internet sobre zoofilia, que a gente nunca sabe se é verdade mesmo ou se é montagem. Mas daí a conhecer alguém que realmente curte esse tipo de coisa – nunca!!! Gente..., as fotos eram dela e da tal amiga fazendo sexo com os pôneis e com os cachorros. Não tive nem coragem de falar: “Ah, que legal!!!” – como se aquilo, que estava diante dos meus olhos, fosse a coisa mais natural do mundo, porque para mim, de fato, não era. Meu impulso foi de bloquear e deletá-la na mesma hora. Que noooojo!!! Que mente doentia! Não sei como essas pessoas não têm medo de pegar uma doença. Ou sei lá, se isso é possível, ficar grávida de com cavalo ou de um cachorro. Engraçado era que nunca aceitava teclar com mulheres e quando aceito me aparece uma figura dessas.

No começo, até achei que ela e a tal amiga fossem “sapatas” ou que gostassem de usar e abusar dos peões do haras (essa última parte seria até um pouco mais interessante). Mas não tardou muito para dar um “passa-fora” nela, pois não curto mulher em hipótese alguma – seja ela sapata, sapatão, sapatilha, sandalha, rasteirinha ou qualquer coisa do gênero; e muito menos orgias, sejam lá de que espécie for.

Se existe uma coisa que me irrita profundamente é certa destreza que alguns homens têm em querer sexo a três. O mais engraçado é que eles sempre sugerem a gente com uma de nossas amiguinhas, nunca sugerem um trio onde ele tenha um concorrente, né? A proposta é sempre ele sendo o único e soberano no harém. Não que participaria se fosse a “Dona Flor”. Não curto esse tipo de relação. Aliás, sou muito ortodoxa no que tange ao momento ou ato sexual propriamente dito. Curta relação sadia entre duas pessoas apenas (eu e ele, ele e eu). Nada de orgias, sadismos e masoquismos ou qualquer outra coisa parecida. Não condeno quem os pratique. Deixo claro que sou desprovida de qualquer tipo de preconceito. Acho que as pessoas devem fazer na vida o que lhes faz bem. Eu, particularmente, tenho alguns princípios, que me inibem de qualquer ato mega ou ultra pervertido. Não vou ser puritana, dizendo que nunca fiz. Seria um misto de demagogia e mentira da minha parte. Fiz e não gostei. A partir de então me permiti a fazer somente coisas que me dessem prazer.
Era do tipo extremista, se o homem insistisse muito neste assunto, o deletava e ponto final - mal cortado pela raiz.

Sigmund Freud diria que as mulheres são infelizes por serem "castradas". Eu diria que elas são infelizes por serem cheias de pudores. Que dizer: algumas né? Porque, hoje em dia, têm mulheres que estão piores que os homens. A libertinagem masculina tem uma única razão de ser – o “falo”. Desculpem a figura de linguagem, mas isso tudo é explicado pelos hormônios. A testosterona (hormônio masculino) é a grande responsável por essa compulsão sexual – digo isso por experiência própria – mas têm alguns homens que perdem um pouco dos limites. Sei que tesão é uma coisa inexplicável mesmo. Já me deparei com cada proposta indecorosa que deixaria o Calígula enrubescido de vergonha.

Marcelinho, moreno, gato tijucano, 28 anos, um fofo. Esse me surpreendeu com um pedido, digamos que, um tanto quanto bizarro. Rs... Começou dizendo que tinha adorações por pés e tal (podólatra, pensei logo. Rs...) Distúrbio mental? Acho que não, né? Tem homem que gosta nucas, joelhos e etc. Acho que não seria nenhum tipo de distúrbio alguém gostar de pés. Até aí, achei normal. Mas o pedido que me fez, foi o que achei estranhíssimo. Perguntou se eu poderia deixar um chulezinho nos meus pés pra ele cheirar. (Gente, agora me diga: eu estou louca ou isso é normal?) Um homem, gato, gostoso, querendo que eu deixasse um chulezinho para ele cheirar? Kkk.... Desculpem-me por gargalhar desse jeito, mas acho isso no mínimo muito engraçado. Mas engraçada ainda foi a minha reação... “Ahannnnn??? Chulezinho? Gato, como eu deixo um chulezinho nos meus pés?” Logo eu que sou paranoica com assepsias. Deixar meus pés fedendo seria a morte pra mim. Alias, nem sei como se faz para deixar o pé fedendo com o tal chulezinho. Será que se eu pisasse em um cagalhão de cachorro e deixasse secar por alguns dias meus pés ficariam com chulezinho para ele cheirar? O papo com ele logo me embrulhou estômago. Meio que o deixei de lado. Não o deletei, mas não dava muita trela quanto ele tentava puxar conversa no MSN.
Depois de um tempo, o conheci pessoalmente na festa de aniversário de uma amiga. Ficamos conversando por horas. Um papo super agradável e saudável. Nem o tinha reconhecido, quando ele comentou que  já tinha tido oportunidade de conversar comigo por diversas vezes na internet. Que tinha meu MSN e disse o seu “nickname”. Rs... Daí, lembrei logo que se trava do “Chulezinho”.

Bizarrice é outra coisa que não curto. Imagine eu, toda limpinha, cheirosa e fresca, participando de sessões de cacofagias. Aliás, nem imaginem; porque isso nem morta faria.

Enveredando agora pela escatologia, veio a minha mente o Bruno da Ilha, gato, 25 anos, 1,87m, 83kg, moreno, corpo totalmente sarado, varias “tattoos" no ombro, braços, costas e lateral do abdômen – homem lindo e gostoso para ninguém botar defeito. Um verdadeiro deus grego! Sai com ele algumas vezes, mas definitivamente não dava. O fetiche desse era de ser humilhado e, depois do sexo, ser mijado. Como se chama isso mesmo? Gotas douradas... rs... Ah, não... Acho que o nome correto é chuva dourada.

Ai, meu pai. Lá vou eu... Rs...

Sou muito carinhosa no que se refere a relações interpessoais; portanto, Humilhar ou xingar alguém é algo inconcebível para mim. Quando o conheci e ele me disse esses seus fetiches, até tentei ajudá-lo. Quem sabe não poderia ser legal! Mas ficava super sem graça a cada vez que tentava humilhá-lo. E olha que ele ainda me dizia do que deveria xingá-lo, de como deveria agir e tratá-lo, mas simplesmente não dava. Ver aquele homem lindo na minha frente, me incitava a coisas belas, a chamá-lo de gostoso, de lindo, de gato, de tesão e etc. Não ficar falando coisas abomináveis para ele. Mas fazer o quê, se o prazer dele estava nisso? Tentei deixar minha bondade de lado e ser um pouquinho malévola e escrota com ele. Minha voz embargava, suava frio, muito sem graça e, com todo meu empenho em incorporar a masoquista, proferia baixinho e totalmente inibida o que ele queria ouvir. Era um martírio encontrá-lo. Antes do sexo era totalmente normal, mas bastava que ele ficasse excitado, que pronto: tinha que escrotizar o menino. Fazê-lo de “gato e sapato”. Fazê-lo rastejar aos meus pés. Mandá-lo fazer isso e aqui. Tratá-lo com total subserviência. E depois do sexo, com certa resistência, colocá-lo dentro do box e dar “aquela senhora mijada” sobre ele. Aí, que horror... Sentia-me péssima... Ele ainda tinha coragem de me perguntar se aquilo me dava prazer. (Gente..., pra ser sincera, não sentia prazer nenhum. Aliás, duvido muito que alguém realmente possa sentir prazer em mijar outro alguém). Talvez, para ele possa ser um barato sentir um líquido quente escorrendo pelo rosto, boca, corpo e etc.; mas para mim, era totalmente desestimulante e descabido.

Deletei-o “trocentas” vezes do meu MSN e ele “trocentas” outras vezes criava um novo e-mail só para fazer contato comigo novamente. Rs... Acho que o fato de sempre deletá-lo, já o fazia ter prazer – era uma forma dele se sentir rejeitado e humilhado. Kkk...

Nesse mundo, tem louco pra tudo, né?! Rs...

Como disse o autor Augusto Cury em uma de suas obras: “De gênio e louco todo mundo tem um pouco”.

Beijinhos estalados e até o próximo “post”.


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