O ser humano é uma raça muito
estranha, né? Em todos os campos da vida têm sempre um pouco de insanidade no
seu modo de ser, agir e pensar. Eu, com minha loucura incansável de ser uma
boneca perfeita, outros na profissão, outros no amor e por aí vai..., mas a
maior das loucuras é no âmbito sexual. Na época que utilizava a internet para
me relacionar com seres mundo a fora, me deparado com pessoas, cujos desejos erm
os mais loucos possíveis, quase que inimagináveis.
Lembram-se da passagem bíblica
sobre Sodoma e Gomorra, duas cidades que teriam sido destruídas por Deus com fogo e enxofre descidos do céu? Bom, pra quem não conhece essa estória,
segundo o relato bíblico, as cidades e os seus habitantes foram destruídos por
Deus devido à prática de atos imorais. Portanto, esses desejos loucos e libidinosos do ser humano, já datam de
milênios.
Às vezes, fico pensando cá com
meus botões, se alguns desses nossos desejos mais íntimos não beiram a
insanidade ou se é simplesmente uma questão de gosto. Já pude comprovar,
também, que gosto é igual a “cu”, cada um tem o seu e pronto. Mas fico bastante
perplexa com os comentários, estórias e sugestões de pessoas que converso ou
troco experiências.
Hoje, vou contar algumas
passagens verídicas e os nomes dos personagens serão (logicamente) trocados
para não expor ninguém e muito menos levar processo nas costas.
Uma vez, estava numa sala de
bate-papo e fui abordada por Joana, paulista, 36 anos, advogada e bem sucedida.
O que me chamou a atenção foi o “approach” meigo e carinhoso dela, perguntando-me
se poderia dar-lhe a oportunidade de teclarmos um pouco, pois na sala não tinha
encontrado ninguém com maturidade suficiente para conversar e abordar certos
temas e desejos íntimos. Devo confessar que pelo modo que Joana escrevia
tratava-se de uma pessoa culta e extremamente carente. Confesso também que
raramente dava oportunidade para teclar com mulheres. Algumas eram
“sapatamentes” pervertidas e outras loucas, querendo transar comigo (me dá
ânsia de vômito só de pensar). Fala sério, né? Sempre deixava bem claro que meu
negócio era “hooooome”, maaaaaacho... rs...
Bom, voltando ao caso da
Joana... Trocamos algumas dúzias de palavras e senti-me sensibilizada pela
carência da menina (às vezes, me sinto a pscicóloga e quero ajudar as pessoas a
se encontrarem ou se entenderem, enquanto eu mesma, por vezes, não me entendo. kkk...
Coisas da vida!). Não tardou e pedi
para ela me adicionar no MSN (nossa, como sou antiga! Da época do MSN; aliás,
sou da época do ICQ). O fato foi que logo que nos encontramos lá, no MSN, ela
já veio falando que tinha uns desejos e fantasias e que fazia coisas, que as
pessoas não entendiam muito e a achavam louca. Alguns minutos depois, tive a
certeza de que ela já estava num estágio tão avançado da loucura, que não tinha
mais jeito, já se tratava de uma doença crônica.
A binchinha (digo, bichinha,
sem querer fazer trocadilhos – pelo amor de Deus!!! Longe de mim, querer fazer
brincadeira com essas coisas sérias, ainda mais em se tratando de doenças –
mas, meramente, por sentir pena dela. Quando fico com dó de alguém, costumo me
dirigir ou me referir à pessoa no diminutivo) disse pra mim que uma amiga
dela tinha um haras no interior de São Paulo e que elas adoravam passar os
finais de semanas cuidando dos pôneis e dos cachorros que criavam lá. Até aí,
normal. Há pessoas que têm um apreço enorme por animais de estimações.
Joana já estava me convidando
para ir ao tal haras (mas como assim??? Mal conheci a pessoa e já estava me
convidando para ir ao haras da amiga. Rs... Tentei associar as mais vastas
situações de orgias sexuais, até porque a tinha conhecido em uma sala de
bate-papo de sexo virtual, mas sinceramente, não cheguei nem perto do que ela
queria oferecer). Foi quando ela me perguntou se poderia me enviar umas fotos
para ver se gostaria de estar com elas por um final de semana.
Já tinha ouvido falar e visto
até vídeos na internet sobre zoofilia, que a gente nunca sabe se é verdade
mesmo ou se é montagem. Mas daí a conhecer alguém que realmente curte esse
tipo de coisa – nunca!!! Gente..., as fotos eram dela e da tal amiga fazendo
sexo com os pôneis e com os cachorros. Não tive nem coragem de falar: “Ah, que
legal!!!” – como se aquilo, que estava diante dos meus olhos, fosse a coisa
mais natural do mundo, porque para mim, de fato, não era. Meu impulso foi de
bloquear e deletá-la na mesma hora. Que noooojo!!! Que mente doentia! Não sei
como essas pessoas não têm medo de pegar uma doença. Ou sei lá, se isso é
possível, ficar grávida de com cavalo ou de um cachorro. Engraçado era que
nunca aceitava teclar com mulheres e quando aceito me aparece uma figura dessas.
No começo, até achei que ela e
a tal amiga fossem “sapatas” ou que gostassem de usar e abusar dos peões do
haras (essa última parte seria até um pouco mais interessante). Mas não tardou
muito para dar um “passa-fora” nela, pois não curto mulher em hipótese alguma –
seja ela sapata, sapatão, sapatilha, sandalha, rasteirinha ou qualquer coisa do
gênero; e muito menos orgias, sejam lá de que espécie for.
Se existe uma coisa que me
irrita profundamente é certa destreza que alguns homens têm em querer sexo a
três. O mais engraçado é que eles sempre sugerem a gente com uma de nossas
amiguinhas, nunca sugerem um trio onde ele tenha um concorrente, né? A proposta
é sempre ele sendo o único e soberano no harém. Não que participaria se fosse a
“Dona Flor”. Não curto esse tipo de relação. Aliás, sou muito ortodoxa no que
tange ao momento ou ato sexual propriamente dito. Curta relação sadia entre
duas pessoas apenas (eu e ele, ele e eu). Nada de orgias, sadismos e masoquismos
ou qualquer outra coisa parecida. Não condeno quem os pratique. Deixo claro que
sou desprovida de qualquer tipo de preconceito. Acho que as pessoas devem fazer
na vida o que lhes faz bem. Eu, particularmente, tenho alguns princípios,
que me inibem de qualquer ato mega ou ultra pervertido. Não vou ser puritana,
dizendo que nunca fiz. Seria um misto de demagogia e mentira da minha parte.
Fiz e não gostei. A partir de então me permiti a fazer somente coisas que me dessem
prazer.
Era do tipo extremista, se o homem
insistisse muito neste assunto, o deletava e ponto final - mal cortado pela
raiz.
Sigmund Freud diria que as
mulheres são infelizes por serem "castradas". Eu diria que elas são
infelizes por serem cheias de pudores. Que dizer: algumas né? Porque,
hoje em dia, têm mulheres que estão piores que os homens. A libertinagem
masculina tem uma única razão de ser – o “falo”. Desculpem a figura de
linguagem, mas isso tudo é explicado pelos hormônios. A testosterona (hormônio
masculino) é a grande responsável por essa compulsão sexual – digo isso por
experiência própria – mas têm alguns homens que perdem um pouco dos limites.
Sei que tesão é uma coisa inexplicável mesmo. Já me deparei com cada proposta
indecorosa que deixaria o Calígula enrubescido de vergonha.
Marcelinho, moreno, gato
tijucano, 28 anos, um fofo. Esse me surpreendeu com um pedido, digamos que, um
tanto quanto bizarro. Rs... Começou dizendo que tinha adorações por pés e tal
(podólatra, pensei logo. Rs...) Distúrbio mental? Acho que não, né? Tem homem
que gosta nucas, joelhos e etc. Acho que não seria nenhum tipo de distúrbio
alguém gostar de pés. Até aí, achei normal. Mas o pedido que me fez, foi o que
achei estranhíssimo. Perguntou se eu poderia deixar um chulezinho nos meus pés
pra ele cheirar. (Gente, agora me diga: eu estou louca ou isso é normal?) Um
homem, gato, gostoso, querendo que eu deixasse um chulezinho para ele cheirar?
Kkk.... Desculpem-me por gargalhar desse jeito, mas acho isso no mínimo muito
engraçado. Mas engraçada ainda foi a minha reação... “Ahannnnn??? Chulezinho?
Gato, como eu deixo um chulezinho nos meus pés?” Logo eu que sou paranoica com
assepsias. Deixar meus pés fedendo seria a morte pra mim. Alias, nem sei como
se faz para deixar o pé fedendo com o tal chulezinho. Será que se eu pisasse em
um cagalhão de cachorro e deixasse secar por alguns dias meus pés ficariam com
chulezinho para ele cheirar? O papo com ele logo me embrulhou estômago. Meio
que o deixei de lado. Não o deletei, mas não dava muita trela quanto ele
tentava puxar conversa no MSN.
Depois de um tempo, o conheci
pessoalmente na festa de aniversário de uma amiga. Ficamos conversando por horas.
Um papo super agradável e saudável. Nem o tinha reconhecido, quando ele
comentou que já tinha tido oportunidade
de conversar comigo por diversas vezes na internet. Que tinha meu MSN e disse o
seu “nickname”. Rs... Daí, lembrei logo que se trava do “Chulezinho”.
Bizarrice é outra coisa que não
curto. Imagine eu, toda limpinha, cheirosa e fresca, participando de sessões de
cacofagias. Aliás, nem imaginem; porque isso nem morta faria.
Enveredando agora pela escatologia,
veio a minha mente o Bruno da Ilha, gato, 25 anos, 1,87m, 83kg, moreno, corpo
totalmente sarado, varias “tattoos" no
ombro, braços, costas e lateral do abdômen – homem lindo e gostoso para ninguém
botar defeito. Um verdadeiro deus grego! Sai com ele algumas vezes, mas
definitivamente não dava. O fetiche desse era de ser humilhado e, depois do
sexo, ser mijado. Como se chama isso mesmo? Gotas douradas... rs... Ah, não... Acho
que o nome correto é chuva dourada.
Ai, meu pai. Lá vou eu... Rs...
Sou muito carinhosa no que se
refere a relações interpessoais; portanto, Humilhar ou xingar alguém é algo inconcebível
para mim. Quando o conheci e ele me disse esses seus fetiches, até tentei
ajudá-lo. Quem sabe não poderia ser legal! Mas ficava super sem graça a cada
vez que tentava humilhá-lo. E olha que ele ainda me dizia do que deveria
xingá-lo, de como deveria agir e tratá-lo, mas simplesmente não dava. Ver
aquele homem lindo na minha frente, me incitava a coisas belas, a chamá-lo de
gostoso, de lindo, de gato, de tesão e etc. Não ficar falando coisas abomináveis
para ele. Mas fazer o quê, se o prazer dele estava nisso? Tentei deixar minha
bondade de lado e ser um pouquinho malévola e escrota com ele. Minha voz
embargava, suava frio, muito sem graça e, com todo meu empenho em incorporar a
masoquista, proferia baixinho e totalmente inibida o que ele queria ouvir. Era
um martírio encontrá-lo. Antes do sexo era totalmente normal, mas bastava que
ele ficasse excitado, que pronto: tinha que escrotizar o menino. Fazê-lo de
“gato e sapato”. Fazê-lo rastejar aos meus pés. Mandá-lo fazer isso e aqui.
Tratá-lo com total subserviência. E depois do sexo, com certa resistência,
colocá-lo dentro do box e dar “aquela senhora mijada” sobre ele. Aí, que
horror... Sentia-me péssima... Ele ainda tinha coragem de me perguntar se
aquilo me dava prazer. (Gente..., pra ser sincera, não sentia prazer nenhum.
Aliás, duvido muito que alguém realmente possa sentir prazer em mijar outro
alguém). Talvez, para ele possa ser um barato sentir um líquido quente
escorrendo pelo rosto, boca, corpo e etc.; mas para mim, era totalmente
desestimulante e descabido.
Deletei-o “trocentas” vezes do
meu MSN e ele “trocentas” outras vezes criava um novo e-mail só para fazer
contato comigo novamente. Rs... Acho que o fato de sempre deletá-lo, já o fazia
ter prazer – era uma forma dele se sentir rejeitado e humilhado. Kkk...
Nesse mundo, tem louco pra
tudo, né?! Rs...
Como disse o autor Augusto Cury
em uma de suas obras: “De gênio e louco todo mundo tem um pouco”.
Beijinhos estalados e até o
próximo “post”.

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